- Localizado
no sul da Europa.
- Sua capital é Lisboa.
- Extensão Territorial: 92.090 Km².
- Idioma: Português.
- População Total: 10.699.333.
- Total do PIB – 2011: 237.586 milhões de US$.
- Moeda: euro.
- Historico: PORTUGAL - País da Península Ibérica,
localizado na parte mais a oeste da Europa, banhado pelo Oceano Atlântico e
tendo fronteira apenas com a Espanha. Além da porção continental, fazem parte
do território português o arquipélago de Açores e a ilha da Madeira, no
Atlântico Norte. Seu nome se origina da expressão latina "Portu
Cales", um porto chamado Cales. Com o passar do tempo, o substantivo comum
se uniu ao próprio gerando a forma Portucale, que posteriormente se transformou
em Portugale e finalmente Portugal.
Achados arqueológicos relativamente recentes dão conta da
povoação das atuais terras portuguesas no Período Paleolítico superior (entre
17000 e 13000 a.C.). Há evidências de ocupação por tribos primitivas na região
do Algarve, provavelmente entre os períodos 3500 a 2500 a.C., além de outros
povos de épocas proto-históricas e
históricas posteriores.
Durante a expansão do Império Romano, a região foi
denominada como Lusitânia, constituindo-se em província de Roma, após vitória
contra os cartagineses. Com a ocupação romana, os habitantes locais adotaram a
língua latina dos conquistadores. Ao longo do Século V, suevos invadiram a
região, vindos do Norte, sendo vencidos no século seguinte pelos visigodos.
Porém, a partir do ano de 711 da Era Cristã, os árabes dominaram a região,
depois de atravessarem o Mediterrâneo. Boa parte das terras portuguesas foram
integradas ao Califado de Córdoba, entre os Séculos X e XI.
Dom Afonso Henriques comandou tropas locais dos barões
portucalenses e livraram as localidades de Lisboa, Évora e Santarém do invasor
mouro. Ele foi coroado como Afonso I, primeiro rei de Portugal, em 1139 (embora
a coroa só tenha sido confirmada pelo papa Alexandre III em 1179), sendo
cognominado como "O Conquistador" e "O Grande". Em 1249,
sob o reinado de Afonso III, a reconquista do território português se
consolidou com a definição dos limites do país. Em 1297, ao tempo de D. Dinis,
com o Tratado de Alcañices, marcou-se o fim das questões pendentes sobre terras
em Portugal. A vizinha Espanha ainda teria a presença árabe por mais algum
tempo.
Com o Estado centralizado e unificado, Portugal pôde partir
para a expansão marítima comercial e militar. Em 1415, tomaram Ceuta, no
Marrocos, importante centro de comércio no Mediterrâneo na época. A partir daí,
os portugueses foram se expandindo nos oceanos, graças às novas técnicas de
navegação descobertas e desenvolvidas na Escola de Sagres. Em 1434, dobraram o
cabo Bojador, no norte da África; em 1488, o Cabo das Tormentas (ou da Boa
Esperança), no Sul da África. A partir daí, vários fatos importantes podem ser
assinalados: a descoberta do caminho marítimo para o comércio com a Índia, o
achamento de novas terras e a presença lusa em todos os continentes e oceanos
do planeta.
No último ano do Século XV, no reinado de D. Manuel I,
Portugal chegava ao Brasil, com uma frota chefiada pelo fidalgo Pedro Álvares.
A colonização da terra só se iniciaria a partir de 1530, com Martim Afonso de
Souza. Em 1578, o então rei D. Sebastião desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir,
no Marrocos, onde também morreu ou foi aprisionada boa parte dos fidalgos
lusos. Como o rei não tinha herdeiros diretos, a coroa portuguesa acabou nas
mãos de seu primo Felipe II de Espanha (Felipe I em Portugal). Começava ali o
Domínio Espanhol em Portugal e suas colônias, que duraria até 1640, quando D.
João IV, da Casa de Bragança, restaurou a independência e iniciou uma nova
dinastia.
No final do século XVII e na primeira metade do século
XVIII, com a descoberta de ricos veios de ouro no Brasil, Portugal entrou em
período de grande opulência, embora praticamente toda riqueza obtida fosse
parar nos cofres ingleses como contrapartida de uma balança comercial
totalmente desfavorável aos portugueses. Além disso, com a garantia do ouro de
Minas Gerais, vultosos empréstimos foram contraídos, o que fazia com que o
metal extraído no Brasil não durasse muito em Lisboa. O então rei D. João V
dedicou-se a construir edifícios, palácios e monumentos, ostentando a opulência
que as riquezas da colônia lhe proporcionava. Anos mais tarde, sob o reinado de
D. José, seu ministro, Marquês de Pombal tentaria organizar as finanças do
reino, mas o virulento terremoto na capital portuguesa, em 1755, trouxe mais
complicações à economia do reino.
Com a morte de D. José, assumiu sua filha, D. Maria I, que
afastou Pombal de suas funções e até de Lisboa. Com a saúde mental abalada, a
soberana se distanciou, deixando o governo nas mãos de seu filho, o Príncipe
Regente D. João.
Em 1807, Portugal foi invadido pelos exércitos franceses,
por ordem do imperador Napoleão I, por não atender à determinação do Bloqueio
Continental contra a Inglaterra. Para não ser destronada, toda a Família Real
fugiu para o Brasil, escoltada pelos ingleses. Com isso, o Rio de Janeiro
passou a ser a sede do império português e assim se manteria até a partida de
D. João VI, em 1821.
No ano seguinte, Portugal perdeu a principal jóia da sua
coroa, com a independência brasileira conquistada em 7 de setembro. Depois da
morte de D. João VI, seu filho, o primeiro imperador brasileiro, Pedro I,
abdicou em nome de D. Maria da Glória, mas antes outorgou uma constituição que
deveria ser jurada pelo candidato a esposo, D. Miguel, irmão de D. Pedro. Este
deu um golpe e anulou a Carta jogando Portugal em uma guerra civil, até ser
finalmente vencido em 1834.
A partir daí, o reino português viveria períodos de
instabilidade, inclusive sendo afetado pelas ondas revolucionárias ocorridas na
Europa naquela época. No final do Século XIX, as ambições coloniais portuguesas
entraram em choque com as pretensões inglesas, o que está na origem do
Ultimatum de janeiro de 1890. Portugal via gradativamente reduzidas as suas
possessões africanas. Neste ambiente de alta instabilidade política, aconteceu
o assassinato de D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luís Filipe em 1 de
Fevereiro de 1908. A República foi instaurada pouco depois, em 5 de Outubro de
1910, e o jovem rei D. Manuel II partiu exilado para a Inglaterra.
Após vários anos de crises política e financeira
(aprofundadas com a participação na I Guerra Mundial), o Exército tomou o Poder
em 1926. O regime militar nomeou como ministro das Finanças Antonio de Oliveira
Salazar, um professor da Universidade de Coimbra. Posteriormente, em 1932, ele
se tornaria Presidente do Conselho de Ministros. O novo governante instaurou um
governo forte e ditatorial, criando o Estado Novo, refletindo afinidades com o
fascismo. Durante a II Guerra Mundial, Portugal se manteve neutro e não foi
incomodado nem pelos Aliados, nem pelo Eixo. Salazar se manteve no poder até
1968, quando se afastou por doença, sendo sucedido por Marcelo Caetano.
A recusa do regime em descolonizar as Províncias
Ultramarinas resultou no início da guerra colonial, primeiro em Angola (1961) e
em seguida na Guiné (1963) e em Moçambique (1964). Alguns militares de
prestígio eram severamente contra a política colonial portuguesa. Este fato
gerou retaliações do governo, como o afastamento de alguns generais. Neste
clima de descontentamento, os militares arquitetaram o golpe de 1974, a chamada
"Revolução dos Cravos".
Desde 1975, o panorama político português tem sido dominado
por dois partidos: o Partido Socialista (PS) e o Partido Social Democrata
(PSD). Esses partidos têm dividido as tarefas de governar e administrar a
maioria das autarquias praticamente desde a instauração da democracia. No
entanto, ainda é significativa a participação do Partido Comunista Português
(PCP), que detém ainda a presidência de autarquias e uma grande influência
junto ao movimento sindical e ao Partido Popular (CDS-PP). Na atualidade,
Portugal é membro da União Européia, tendo na chefia do governo o
primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e na presidência Aníbal Cavaco Silva.
-mapas e fotos:
Nomes: Maquele e Gabriela.S - Trabalho De Geografia.





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